Da série: Who run the world

Eu sou feminista. Eu defendo que nós mulheres devemos ter as mesmas oportunidades EM TODOS OS CAMPOS DA VIDA. Essa é minha tradução para o feminismo dispenso outras, obrigada. De nada. Eu acho justo, é por isso.

Então me considero uma integrante no combate diário contra o machismo. Não por culpa deles, mas por culpa do sistema.

Aonde foi que disseram e comprovaram que nós somos piores ou burras ou fracas? Tanto homens quanto mulheres tem seu lado obscuro, com defeitos aterrorizantes, mas quando estatísticas são analisadas e contas das empresas são abertas, um abismo de diferenças se abre.

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E como todos nós sabemos, depois de muito esculacho, uma hora tem que acabar, mudar, dar um basta, zéfini! A queima de sutiãs: O retorno. PLIM!

Século 21 e algumas pequenas conquistas femininas começam a mudar o rumo da história seja no desabafo hollywoodiano exigindo igualdade salarial, seja a racial que é uma luta antiga e atualíssima ou de gênero.

Tenho uma lista de mulheres maravilhosas <3, não necessariamente famosas, que estão ampliando ou já ampliaram a voz feminina que me inspiram muito, vou listar algumas:

Bárbara Sweet

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Sweet é uma rapper mineira, especialista em batalhas de MCs, seu vocabulário é o feminismo. Ela batalha uma vitória no palco rimando sobre seu dia a dia de mulher e assim quebra paradigmas.

Empoderar-se em um meio onde, tradicionalmente, os homens reinam como no caso do rap, não é fácil amigos, mas usando do seu raciocínio rápido, Sweet cala muitos preconceitos e preconceituosos. Dá uma olhada aqui. E ouve essa:

A Bárbara está viajando de norte a sul e fazendo rimas mais do que nunca, então acompanhem-na no facebook e no canal do youtube que tem todas as batalhas destruidoras dessa representante foda e maravilhosa. Obrigada, Bárbara! <3

Patricia Arquette

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Patricia é uma atriz de Hollywood que ganhou o Oscar 2015 de melhor atriz coadjuvante no filme Boyhood e aproveitou para pedir igualdade de salários em seu discurso que viralizou e teve repercussão mundial:

E a reação das queridíssimas Meryl Streep e Jennifer Lopez <3

E segue o baile…

MCSoffia

Internet / Reprodução
Foto: Internet / Reprodução

Outra maravilha da vida é essa pequena, mas já muito empoderada MC Soffia. Com apenas 11 anos, ela é o exemplo perfeito de como a educação é uma das ou senão a melhor saída para um mundo mais igualitário.

A rapper mirim dá um show de ensinamentos na webserie Empoderadas, dirigida pelas cineastas Joyce Prado e Renata Martins obrigada, bonitas!

A garotinha relata no vídeo que lê muito e cita mulheres do passado que foram e ainda são essenciais no combate ao preconceito como Carolina Maria de Jesus (escritora e compositora) e Dandara (liderança da resistência negra contra a escravidão).

Como não amar? <3 Só vendo para se apaixonar mais, clica aí:

Nina Simone

Nina Simone Divulgação3

Não preciso apresentá-la, ela foi e sempre será um ícone, seja pela sua música dedilhada no piano ou por ter sido ativista pelos direitos civis norte-americanos.

Amiga de Marthin Luther King outro ícone, Nina nasceu em 1933 quando a segregação racial nos EUA estava no seu ápice, a cantora sentiu na pele os efeitos dessa divisão e compôs músicas extraordinárias em que relata sua luta.

O Netflix acabou de lançar o documentário dela What happened, Miss Simone?, dirigido por Liz Garbus que é muiiito válido de assistir #ficadica.

Com um piano e um microfone, ela sentia-se à vontade para botar a boca no trombone e colocava mesmo.

E para terminar, um episódio fofíssiiiiimo que viralizou na internet esses dias. Clica na foto que amplia.

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Maravilindo! <3

É tipo, para e pensa, reflete mesmo, tudo o que você já passou, escutou, deixou de lado, foi xingada por se dar mais liberdade, abaixou a cabeça, julgou outras mulheres ou nem foi porque na volta tinha um caminho escuro, então melhor não ir do que acontecer algo, porque quando acontecer o que será escutado vai ser: “mas também ela pediu, olha a roupa que ela estava usando” ou “ela sabe que ali é escuro e perigoso, passou por lá porque quis”.

Somos todos reféns, mas os nossos vilões são diferentes e mesmo assim, não nos dá o direito de passar do limite, incomodar, usar a força, desrespeitar. PONTO. É aquela velha máxima:

“Não pergunte por que a mulher agredida não se separa do marido, pergunte o porquê ele acha que pode agredi-la.”

Quando uma boa ideia é amplamente discutida com a sociedade e é implementada insistentemente, ela dá certo, gera resultados satisfatórios.

Cabe a nós, mulheres espalharmos isso, ajudarmos umas as outras, nos engajarmos, no mínimo conversarmos sobre isso, jogar ideias e trazer essa discussão para mais perto junto com amigas, irmãs, conhecidas, colegas de trabalho.

“Ser feminista continua sendo defender a maioria silenciosa das mulheres, ajudá-las a libertarem-se e adquirir seus direitos.” (Isabel Allende)

Pra fechar com chave de ouro vai uma suuuper dica de leitura: a recente entrevista da mulher e empresária do Mano Brown, Eliane Dias quanto amor numa frase só. Ela é musa master.

Fiquem à vontade para deixar um comentário, fomentar uma discussão saudável, desabafar, criticar. A casa é nossa, mulherada e homenzada (do bem)! Beijos e até logo!

2 respostas para “Da série: Who run the world”

  1. Isso aí, amiga! O caminho é longo, mas aos poucos vemos as mudanças acontecerem. Juntas somos mais fortes, lutemos de mãos dadas por nós e por todos os nossos irmão. A evolução é da humanidade como um todo e o mal não perecerá!

  2. Estou a vontade pra comentar, obrigada kkkkkkkk!
    Amiga, amei esse tipo de post! Sempre gostei da Nina Simone e não sabia desse lado dela ( só conhecia a boa música mesmo) e amei saber mais…feminismo é delicado, assim como política, futebol, tudo que existe lados né, tem muita gente cheia de opinião boa e sensata ( vc, por exemplo) e muita gente aproveitadora de oportunidades para chamar atenção e fazer firula pra ser de tal lado ou tal opinião só pra aparecer ou desviar suas frustrações. Estou sempre por aqui, bonita! Ah, sobre o mundo das blogueiras, a mais feminista que conheço é a Carla Lemos do Modices, vc curte? Mil beijos

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