O aqui e agora, mas aí o celular toca…

amor

Assisti a um filme que já deixo de indicação, “Como eu era antes de você” é aquela história açucarada com um final não muito esperado para um longa americano. O papel da atriz Emilia Clarke, que também está em GOT (<3), me fez refletir bastante, um soco no estômago e me dei conta de alguns detalhes, digamos, um pouco desconfortáveis da vida. Engoli em seco e precisei vir aqui escrever. Talvez pra desabafar, mas também pra não mais esquecer. Jamais. Aproveito e já deixo meu eterno agradecimento a esses picos de luz que conectam minha mente e coração, fazendo-os pulsarem juntos e assim me aterrando ao presente.

Quantas vezes agimos puramente com amor?

Não esse amor que é vendido nas redes sociais, com frases impactantes lidas nas primeiras horas da manhã e esquecidas no decorrer do dia. Falo do amor detalhado, no seu mínimo, simplista. Aquele que um objeto, uma situação, um texto, uma lembrança nos traz à tona pessoas especiais que fazem ou já fizeram parte de nossas vidas, trazendo um desejo momentâneo de encontrar, que seja ligar pra saber como está, falar da vida, rir, ouvir, dizer o que a fez lembrar dela. Aquele que no meio do caminho surge uma flor que aquela amiga gosta, aquele incenso que lembra a casa do amigo, aquela carta escrita à mão e enviada ao seus pais, irmão, primos, e por aí vai.

Gestos puros e simplesmente por amor.

E então, o celular toca, o whatsapp bomba de mensagens e memes, zilhões de informações no dia, perfis fakes, fotos, stories, a vida alheia “perfeita”, a corrida por curtidas, as notícias malditas, a política, o chefe, o crossfit, a receita fit, nossos problemas que, juntos abafam a saudade, a empatia, a memória e pouco a pouco nos fazem desconectar de nós mesmos. Tiram nossos pés do chão, nos iludem e tiram a capacidade de viver o presente.

A importância de estar atenta no “aqui e agora” é pra que ali na frente sua carga de culpa seja a menor possível, mas muito mais que isso é poder tirar um sorriso do rosto daquela pessoa amada, é proporcionar um momento alegre pra quem está ao seu lado ou longe e melhor ainda, inspirar e/ou encorajar o outro a fazer o mesmo, tipo uma corrente invisível que nos aproxima.

Lembre-se que o amanhã não existe. Cada dia é o hoje. Agora.

Mas aí o celular toca…


Deixo aqui a ilustração do artista coreano Puuung que serve como um “quer que eu desenhe?” pra este post…O amor está nos detalhes, nos pequenos gestos: