Naturalmente em transformação

Mês de Abril entrando e arredondando pra 9 a quantidade de meses que resolvi dar a cara a tapa no mundão e me jogar na vida.

O crescimento é real e bem “palpável”, sinto que estou mudando, não minha essência, mas algo está em transformação, eu sinto… assim aqui no interior, entende?! Não?

Colocando em palavras até eu não entendo, mas eu continuo sentindo. Difícil transcrever esse sentimento, mas um dia você há de me entender ou já entende porque também sente.

Depois de tantos altos e baixos vividos nesses 28 anos, depois de tantas ‘cara a tapa’ dadas, me vejo em um momento só meu. O sentimento é meu, a responsabilidade é minha, a escolha também é minha, mas a mudança? aaaah a mudança está sendo natural, de dentro pra fora, sem necessidade de muito esforço.

Não sabia, até então, que existiam mudanças silenciosas de perceber, reconhecer e deixar acontecer. Que bom! Mudanças dolorosas costumam ser mais traumáticas, apesar do resultado, em ambos os casos, ser bem satisfatório no final.

Tantas coisas que me cabiam antes, simplesmente não me cabem mais, não por hipocrisia, mas por não me satisfazer como antigamente. E o antigamente está relacionado também ao ontem, anteontem, um mês, dez anos atrás.

Percebo isso quando vou a algum lugar que frequentava, leio o que lia, leio o que escrevia, percebendo o que me prende e o que não me prende mais e pensando, revendo momentos passados que nunca mais quero ressuscitar.

E cara, isso é um alívio! 🙂 Alívio mesmo daqueles de soltar o ar falando UFA!

O mais interessante é que junto com o sentimento de mudança vem junto o de necessidade. Eu já ensaiava sair de casa há um tempão, sempre falava, imaginava até que senti necessidade de sair fora. Gostaria de ter levado os velhos em um potinho, mas me decidi e, agraciada com coragem, me mandei.

A necessidade de mudança de vida fez a necessidade de mudança interior acontecer. Lindo! <3 Mais que na hora, mais que em tempo.

O fato de tomar minhas decisões enfim sozinha sem amigonas por perto, sem família me deu uma maior autonomia do meu ser, tipo uma ampla visão de mim mesma e me deu discernimento em ver, principalmente enxergar (!!!) o que me interessa, o que me satisfaz, o que enche minha essência com verdades mesmo que só minhas, mas as quais eu acredito.

Em um mundo tão louco, vingativo, injusto e egoísta é mais que necessário deixar essa transformação acontecer porque aí você se toca que o que importa mesmo é o que você transmite, é o seu objetivo, é compartilhar a caminhadura de uma vida imensa com quem também deixou ser inundado com essas mudanças.

E acreditou que foi pro melhor, porque consequentemente e contraditoriamente, estava se sentindo bem com esse sentimento e assim, automaticamente, passou a transmitir o mais bonito de si ao seu redor. Chego a conclusão que isso é vital pro ser humano. A transformação.

E é aí que começam os filtros, quem sai e quem fica, quem sempre e quem nunca, aonde sim, aonde jamais.

Não traduzam isso como um extremismo, porque independente de gostar ou não, querer aquilo ou não, o respeito, a dignidade e a cidadania continuam correndo juntas.

Resumo da ópera: Você cresce, amadurece nem que seja um cadim porque eu sei que tem muito mais pela frente e ao mesmo tempo continua praticando a paciência, o caráter e os valores. Bonito no papel, né moçada?! Vamos praticar? 🙂

Refleti. Gostei.

Ia fazer um post sobre o velho que completa mais um ano de vida neste mês <3 O cara! Meu querido pai.

O “se joga minha filha, vai!” ou “Filha, olha esse vinho 2000 e antigamente que comprei, vamos desgustar?” ou “Filha, roupa é só uma roupa, um pedaço de pano, o que importa mesmo é o que você é” ou “Filha, fale sempre fulano, cicrano e eu, nunca se coloque primeiro que os outros, somos todos iguais” ou “Filha, eu trabalho muito, mas sou muito feliz em ajudar quem eu posso todos os dias”. <3

O cara é foda!

Em homenagem a ele, deixarei um mix de músicas de uma banda que me lembra a pessoa que mais me motiva a ser melhor todos os dias:

TE AMO, PAI! <3

Até a próxima, moçada! E vamos que vamos de cabeça erguida e mais certo da nossa missão. Fui.